Cronologia das Lutas

APRESENTAÇÃO

Cronologia das principais lutas e mobilizações, em âmbito nacional, organizadas pela Comissão Nacional Pró-CUT e pela Central Única dos Trabalhadores com a participação de entidades dos movimentos democrático, sindical e popular.  

 

1981

1ª CONFERÊNCIA NACIONAL DAS CLASSES TRABALHADORAS (CONCLAT)

SURGE A COMISSÃO NACIONAL PRÓ-CUT

21 A 23 DE AGOSTO DE 1981

A 1ª CONCLA T, realizada nos dias 21, 22 e 23 de agosto de 1981, em Praia Grande, Estado de São Paulo, reuniu 5.036 delegados, representando 1.091 entidades sindicais, sendo a primeira grande reunião intersindical no Brasil desde 1964. Os temas discutidos na conferência foram: direito ao trabalho, sindicalismo, saúde e previdência social, política salarial, política econômica, política agrária e problemas nacionais. Os delegados aprovaram no plano de ação a convocação do dia nacional de luta para 1.º de outubro e a indicação de uma greve geral. A CONCLAT deliberou pela criação da Comissão Nacional Pró-Central Única dos Trabalhadores (Pró-CUT).

 

 

DIA NACIONAL DE LUTA

1º DE OUTUBRO DE 1981

Primeira grande manifestação nacional convocada pela Comissão Nacional Pró-CUT. O manifesto entregue ao governo militar, em Brasília, exigia o fim do desemprego, da carestia, reforma agrária, direito à moradia, liberdade e autonomia sindical, e liberdades democráticas. Ocorreram manifestações em vários Estados e cidades, com maior expressão na cidade do Rio de Janeiro, no Largo da Carioca, e em São Paulo, na Praça da Sé. Cada uma reuniu em torno de cinco mil pessoas.

 

 

 

 

 

1982

PROTESTO CONTRA O PACOTE DA PREVIDÊNCIA

02 DE JUNHO DE 1982

 Grande manifestação em Brasília convocada pela Comissão Nacional Pró-CUT, 388 entidades sindicais e quatro confederações nacionais de trabalhadores contra o Decreto-Lei 1.910, sobre a Previdência Social. As mobilizações se estenderam até o dia 16 de junho, data na qual o projeto foi votado na Câmara Federal.

 

 

 

 

 

1983

GREVE GERAL

21 DE JULHO DE 1983

A greve geral contra o arrocho salarial foi organizada pela Comissão Nacional  Pró-CUT e paralisou em todo o Brasil aproximadamente três milhões de trabalhadores de importantes categorias, como: metalúrgicos, bancários, metroviários, comerciários, servidores públicos etc. Ocorreram manifestações nas principais capitais e regiões metropolitanas, com passeatas, arrastões e piquetes. O governo militar reprimiu duramente o movimento, intervindo em sindicatos, cassando dirigentes e prendendo trabalhadores.

 

 

 

 

1º CONGRESSO NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA

NASCE A CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)

26 A 28 DE AGOSTO DE 1983

 O congresso foi convocado pelo setor combativo da Comissão Nacional Pró-CUT e aconteceu em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo. Mais de cinco mil delegados de todo o país exigiram o fim da Lei de Segurança Nacional e Eleições Diretas para presidente da república. Os delegados aprovaram o combate às políticas econômica e salarial do governo, a luta contra o desemprego, pela reforma agrária, em defesa da liberdade e autonomia sindical, com o fim das intervenções nos sindicatos. No dia 28 de agosto nasceu a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e foi eleita a direção nacional colegiada, tendo como coordenador-geral o metalúrgico Jair Meneguelli.

* Foto: Congresso de Fundação da CUT - 1983. Acervo: Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo  

 

1984

PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - LUTA PELAS DIRETAS JÁ!

18 DE MAIO DE 1984

A Plenária Nacional aconteceu na cidade de São Paulo e reuniu delegações de 18 Estados. Os delegados fizeram um balanço da atuação e do crescimento da CUT. A Plenária reafirmou a posição de exigir o boicote dos parlamentares ao Colégio Eleitoral e definiu o dia 25 de maio como o Dia Nacional de Luta e Greve Geral, como forma de retomar a luta pelas Diretas Já para presidente da república.

 

 

 

 

 

1º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

24 A 26 DE AGOSTO DE 1984

Realizado em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, com a presença de 5.222 delegados de todo o Brasil. O Concut, como passou a ser chamado, avaliou o primeiro ano de implantação da CUT e a situação econômica e social do país. Suas principais resoluções foram: organização de uma campanha nacional de luta em torno das reivindicações imediatas, a luta pelas Diretas Já e a definição da greve geral como principal instrumento de luta dos trabalhadores. Eleita a direção nacional da CUT, tendo como primeiro presidente Jair Meneguelli.

 

MARCHA À BRASÍLIA POR DIRETAS JÁ

10 DE OUTUBRO DE 1984

A marcha foi organizada pela CUT e agregou outras reivindicações: reforma agrária, salário-desemprego, reajuste trimestral e contra o Decreto-Lei 2.065 que arrochava os salários. Os trabalhadores manifestaram-se no Congresso Nacional e entregaram aos deputados um projeto de redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais. A marcha também serviu para o lançamento da “Campanha Nacional de Luta” pelas 40 horas semanais de trabalho sem redução de salário.

 

 

1985

PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

13 A 15 DE DEZEMBRO DE 1985

A plenária aconteceu em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, e reuniu 232 delegados que aprovaram a realização de uma campanha nacional de lutas e, entre outras reivindicações, exigiram: convocação de uma Constituinte livre e soberana, e reforma agrária. Os delegados também aprovaram um modelo de organização sindical baseado na Convenção 87 da OIT, que seria encaminhado para discussão no 2º Concut.

 

 

 

 

 

1986

2º CONGRESSO NACIONAL DA CUT 

01 A 03 DE AGOSTO DE 1986

O 2º Concut, na cidade do Rio de Janeiro, reuniu 5.564 delegados que discutiram a conjuntura econômica e política do país, o projeto de uma nova estrutura sindical e mudanças no estatuto da CUT. As principais resoluções foram a luta pela recuperação das perdas salariais impostas pelo Plano Cruzado, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, direito de greve, reforma agrária e participação popular na Constituinte. Jair Meneguelli foi reeleito presidente da CUT. O 2º Concut também ficou marcado como o início da política de gênero na CUT: foi criada a Comissão Nacional sobre a Mulher Trabalhadora, uma conquista das mulheres da CUT.

 

 

 

GREVE GERAL

12 DE DEZEMBRO DE 1986

A greve geral foi convocada pela CUT e CGT (Central Geral dos Trabalhadores) em defesa do salário, pelo congelamento geral dos preços, em defesa das estatais, contra o Plano Cruzado e o pagamento da dívida externa. Contou com a adesão de 25 milhões de trabalhadores que realizaram manifestações por todo o país, em algumas regiões, como no ABC paulista, a paralisação foi total.

 

 

 

 

 

1987

PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

05 A 07 DE JUNHO DE 1987

A Plenária, em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, reuniu 227 delegados, que aprovaram a deflagração de uma Jornada Nacional de Lutas como preparação à greve geral e a intensificação da coleta de assinaturas de apoio às propostas populares de emendas à Constituição.

 

 

 

 

 

 

GREVE GERAL

20 DE AGOSTO DE 1987

A greve geral, organizada pela CUT e CGT, protestava contra o Plano Bresser que arrochava os salários. Milhões de trabalhadores, novamente, cruzaram os braços em todo o país. Em várias capitais e grandes cidades ocorreram manifestações.

 

 

 

 

1988

CAMPANHA NACIONAL PELA RECOMPOSIÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS

15 DE MARÇO DE 1988

 A Campanha reivindicava reposição salarial, segundo a tabela do DIEESE, reajuste mensal de salários, jornada de 40 horas semanais, estabilidade com garantia no emprego, liberdade de organização no local de trabalho, contrato coletivo de trabalho e unificação das datas-base. No dia 15 de março, a CUT entregou pautas de reivindicações ao Governo Federal e aos governos estaduais e realizou manifestações em várias regiões do país.

 

 

 

 

 

3º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

07 A 11 DE SETEMBRO DE 1988

O Congresso, em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, reuniu 6.247 delegados, representando 1.143 entidades sindicais. Os delegados discutiram a conjuntura, concepção e prática sindical, questões organizativas e as tarefas da CUT para o próximo período, entre estas a disposição de diálogo com o governo e empresários a partir da apresentação das reivindicações dos trabalhadores na forma de um Contrato Coletivo de Trabalho Nacional. Foi o maior encontro sindical ocorrido no Brasil em todos os tempos. Jair Meneguelli foi novamente reeleito presidente da Central.

 

 

 

DIA NACIONAL DE LUTA

20 DE OUTUBRO DE 1988

Nesse dia, representantes da Direção Nacional da CUT entregaram aos empresários uma minuta de contrato coletivo de trabalho e a pauta de reivindicações aprovadas no 3º CONCUT. Ao mesmo tempo sindicato e trabalhadores representados pela CUT se manifestaram em todo país em defesa de suas reivindicações, contra a política econômica do governo, a dívida externa e a violência no campo

 

1989

GREVE GERAL

14 E 15 DE MARÇO DE 1989

A CUT e a CGT se uniram para a realização desta greve geral contra o plano econômico denominado Plano Verão, a recessão e o desemprego, pela recuperação das perdas salariais e reajuste mensal de salários de acordo com a inflação, além do congelamento real dos preços dos produtos de primeira necessidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores aderiram ao movimento com grandes manifestações nas capitais e regiões metropolitanas.

 

 

 

 

PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

04 A 06 DE AGOSTO DE 1989

A Plenária foi realizada em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo, com a presença de 202 delegados. Eles aprovaram um plano de lutas contra a inflação e a especulação financeira, em defesa dos salários, pela reforma agrária e o não pagamento da dívida externa. No plano de ação constava a preparação de uma nova greve geral e a unificação das campanhas salariais.

 

 

 

 

 

1990

GREVE NACIONAL DAS CATEGORIAS EM LUTA

12 DE JUNHO DE 1990

Greve organizada pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores, que reivindicou reposição mensal da inflação e das perdas salariais, fim das demissões, contrato coletivo de trabalho, desapropriação das terras cadastradas no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), defesa dos serviços públicos e não pagamento da dívida externa. Manifestações em grandes cidades de diversos Estados.

 

 

 

 

PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

17 A 19 DE AGOSTO DE 1990

A Plenária realizada em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, contou com a participação de 168 delegados que aprovaram uma campanha em defesa dos salários, do emprego, do patrimônio público, da democracia e da reforma agrária. Como parte do plano de ação foi aprovada a realização de uma “Campanha Salarial Nacional Unificada” de todos os trabalhadores da base sindical da CUT e que deveria ser articulada com as lutas dos setores populares e democráticos da sociedade civil.

 

 

 

 

DIA NACIONAL DE LUTA PELA SEGURIDADE SOCIAL

07 DE NOVEMBRO DE 1990

A CUT, a Confederação Nacional de Associações de Moradores (CONAM), a Plenária Nacional da Saúde e diversas entidades da sociedade civil realizaram manifestações contra os vetos do presidente da república Fernando Collor à Lei Orgânica da Seguridade Social. Num corpo-a-corpo com os parlamentares no Congresso Nacional e nas suas bases eleitorais, sindicalistas reivindicaram o voto a favor dos direitos dos trabalhadores.

 

 

 

 

 

1991

DIA NACIONAL DE PROTESTO E LUTA

15 DE MARÇO DE 1991

No dia em que o governo Collor completou um ano a CUT convocou os trabalhadores e a população em geral a se manifestarem com paralisações, passeatas, panelaços e grandes atos públicos. As principais palavras de ordem eram: chega de arrocho salarial, chega de miséria, chega de desemprego, construir a greve geral.

 

 

 

 

 

 

 

JORNADA DE ABRIL CONTRA O GOVERNO COLLOR

ABRIL DE 1991

Em defesa dos salários, da previdência social, aposentadoria por tempo de serviço, saúde pública gratuita, defesa do serviço e ensino públicos e pela reforma agrária. Realização de assembléias em todas as instâncias da CUT, passeatas e atos públicos em todo o país, culminando em grandes manifestações populares no dia 1º de Maio.   

 

 

 

 

 

GREVE GERAL

22 E 23 DE MAIO DE 1991

Convocada pela CUT, Confederação Geral dos Trabalhadores e Central Geral dos Trabalhadores, exigia reposição das perdas salariais, garantia de emprego, defesa dos serviços públicos, reforma agrária, fim do aumento abusivo nos preços dos aluguéis e prestações da casa própria e defesa da democracia. Várias categorias paralisaram suas atividades em todo o país, envolvendo cerca de 19,5 milhões de trabalhadores.

 

 

 

 

 

4º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

04 A 08 DE SETEMBRO DE 1991

O 4º Concut realizado na cidade de São Paulo reuniu 1.554 delegados. Eles aprovaram um plano de lutas de combate ao projeto neoliberal do governo Collor, contra o veto presidencial à política salarial e contra as privatizações das estatais. Também foram discutidos novos temas que afetavam o movimento sindical, como a integração regional, MERCOSUL e reestruturação produtiva. Mais uma vez, Jair Meneguelli foi reeleito à presidência da Central.

 

 

 

 

1992

DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA

21 DE FEVEREIRO DE 1992

Em todo o Brasil ocorreram atos públicos e várias formas de mobilizações e protestos. Os trabalhadores aposentados também organizaram o “Dia Nacional de Lutas dos Aposentados em Defesa da Previdência Social” e pelo pagamento do reajuste de 147,06% expurgado pelo governo Fernando Collor.

 

 

 

 

 

 

DIA NACIONAL DE PROTESTO

13 DE MARÇO DE 1992

A Campanha Nacional Por uma Vida Melhor, com Liberdade e Democracia foi promovida pela CUT, partidos políticos e movimentos sociais e teve seu auge no dia 13 de março. Entre as reivindicações constavam salário e emprego para todos, defesa das estatais e do serviço público, reforma agrária, contra a violência e a corrupção, contra o FMI e o não pagamento da dívida externa. Ocorreram manifestações em todo o país, sendo que na cidade de São Paulo um ato público reuniu 10 mil pessoas.

 

 

 

 

5º PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

15 A 18 DE JULHO DE 1992

A Plenária na cidade de São Paulo reuniu 297 delegados que decidiram sobre temas polêmicos como a filiação da CUT à Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres (CIOSL), a participação da CUT nas Câmaras Setoriais, a substituição dos Departamentos da CUT por Federações/Confederações por ramos de atividades. Também aprovaram a realização da Campanha Nacional de Luta por salário, emprego e reforma agrária. Foram aprovadas as seguintes palavras de ordem: Basta de Corrupção! CPI prá valer! Impeachment já! Pelo Fim do Governo Collor!

 

 

 

CAMPANHA PELO IMPEACHMENT DE COLLOR - MOVIMENTO PELA ÉTICA NA POLÍTICA

JUNHO – OUTUBRO DE 1992

A campanha nacional pelo impeachment do presidente Fernando Collor reuniu a CUT, partidos políticos e movimentos sociais. Todos pediam ética na política, voto aberto dos deputados federais no processo de impeachment e o fim da corrupção. As manifestações ocorreram nas principais cidades brasileiras, entre julho e outubro, reunindo milhares de pessoas. A campanha culminou com o afastamento de Fernando Collor da presidência da república.

 

 

 

 

 

1993

6ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

24 A 28 DE AGOSTO DE 1993

Ao completar 10 anos, a CUT realizou esta Plenária na cidade de São Paulo com a presença de 349 delegados. As principais resoluções foram a participação ativa na "Campanha contra a Fome e a Miséria", a confirmação da participação da CUT nas Câmaras Setoriais, o combate à revisão constitucional e a aprovação da cota mínima de 30% de mulheres nas instâncias de direção da Central.

 

MOVIMENTO NACIONAL CONTRA A REVISÃO CONSTITUCIONAL

SETEMBRO – NOVEMBRO DE 1993                                                                                   

O movimento contra a reforma constitucional da Carta de 1988 foi organizado pela CUT, partidos políticos, movimentos sociais e outras centrais sindicais. Ocorreram manifestações, um plebiscito nacional e atos públicos contra a retirada dos direitos dos trabalhadores da Constituição. O dia 05 de outubro de 1993 foi marcado pela ocupação de Brasília por milhares de militantes.

 

 

 

 

 

 

1994

DIA NACIONAL DE PROTESTO CONTRA O PLANO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

23 DE MARÇO DE 1994

Atendendo à convocação da CUT, milhares de trabalhadores foram às ruas em várias cidades, no dia 23 de março, para protestar contra o arrocho salarial provocado pelo plano de estabilização econômica do governo Itamar Franco e do seu ministro Fernando Henrique Cardoso (FHC), que instituiu a Unidade Real de Valor (URV).

 

 

 

 

 

 

JORNADA NACIONAL DE LUTA

ABRIL – MAIO DE 1994

Este foi um período de intensa agitação contra o plano econômico do ministro Fernando Henrique Cardoso, contra as privatizações e a revisão constitucional. Os servidores públicos federais fizeram greve no mês de abril. No dia 11 de maio aconteceu um dia nacional de luta em defesa das reivindicações, com manifestações em todo o país. A CUT, a CONTAG, o MST e outros movimentos sociais organizaram, em maio, o 1º Grito da Terra Brasil contra a fome, a miséria, pelo emprego e reforma agrária.

 

 

 

 

5º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

19 A 22 DE MAIO DE 1994

Participaram do congresso, na cidade de São Paulo, 1.918 delegados que aprovaram a luta pela recuperação dos salários, pela redução da jornada de trabalho, por moradia, saúde e emprego dignos, reforma agrária e por um novo modelo econômico para o Brasil. O congresso também decidiu que a CUT deveria priorizar as lutas nas questões de gênero e política racial. O metalúrgico Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, foi eleito presidente da CUT.

 

 

 

* Foto: 5º Congresso Nacional da CUT - 1994. Januário F. da Silva. Acervo: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

 

 

1995

CAMPANHA NACIONAL CONTRA AS REFORMAS NEOLIBERAIS DE FHC

MARÇO – MAIO DE 1995

 A campanha teve como um dos eixos principais à defesa da Previdência Pública. Nos dias 05 e 27 de abril aconteceram manifestações em todo o Brasil. O dia 1º de Maio refletiu a insatisfação popular contra as reformas neoliberais. No dia 03 de maio teve início à greve dos trabalhadores do setor público e das estatais, sobretudo dos petroleiros, com duração de 32 dias, considerada a principal luta de resistência à política de privatizações do Estado promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso (FHC).

 

 

 

 

7ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - ZUMBI DOS PALMARES

30 DE AGOSTO A 02 DE SETEMBRO DE 1995

Nesta Plenária, realizada na cidade de São Paulo, a CUT e os 369 delegados homenagearam o líder negro Zumbi, que viveu no século XVII e comandou a resistência à escravidão no Nordeste brasileiro. Uma das principais resoluções tratou do Sistema Democrático de Relações do Trabalho, que pretendia modernizar a legislação sindical do país. Um momento importante foi o ato de filiação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) à CUT.

 

 

 

 

1996

GREVE NACIONAL PELA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS

21 DE JUNHO DE 1996

A greve nacional contra as políticas neoliberais de FHC foi deflagrada com sucesso em todo o país. Organizada pela CUT, CGT e Força Sindical, tinha como principais reivindicações: emprego, salário, aposentadoria digna, reforma agrária e manutenção dos direitos sociais dos trabalhadores. Aproximadamente 12 milhões de trabalhadores paralisaram os serviços em todo o Brasil.

 

 

 

 

 

8ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - CANUDOS

29 A 30 DE AGOSTO DE 1996

Esta Plenária homenageou Canudos, movimento popular que aconteceu no Nordeste brasileiro nos últimos anos do século XIX. Os 371 participantes reunidos na cidade de São Paulo discutiram e aprovaram a realização da campanha "Reage Brasil – Contra as Políticas Neoliberais de FHC". A CUT apresentou aos movimentos sociais organizados a proposta de realização de uma Conferência Nacional em Defesa da Terra, do Emprego e da Cidadania. 

 

 

 

 

 

1997

CAMPANHA REAGE BRASIL – CONTRA AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS DE FHC

ABRIL – MAIO DE 1997

Entre os dias 2 e 4 de abril foi realizada em Brasília a Conferência Nacional em Defesa da Terra, do Emprego e da Cidadania, dando origem ao Fórum Nacional de Lutas. No dia 17 de abril aconteceu o Dia Nacional de Lutas, marcado por manifestações, paralisações e um grande ato em Brasília com mais de 50 mil pessoas. O 4º Grito da Terra Brasil, organizado pela CUT, CONTAG e outras entidades, também fez parte dessa campanha e teve como principais reivindicações o piso salarial para o trabalhador rural, política de assentamentos e desapropriações e o estabelecimento de uma política agrícola para os pequenos produtores.

 

 

CAMPANHA ABRA O OLHO, BRASIL!

25 DE JULHO DE 1997

Campanha por trabalho, terra, moradia, salário, previdência pública e justiça social e contra as reformas neoliberais de FHC. Ela foi organizada pela CUT, entidades sociais e partidos políticos de oposição. O auge da campanha foi nas comemorações do dia do trabalhador rural, 25 de julho, com atos públicos e passeatas em todo o país.

 

 

 

 

 

6º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

13 A 17 DE AGOSTO DE 1997

Os 2.266 delegados presentes no congresso realizado na cidade de São Paulo decidiram articular a luta contra a aprovação das reformas administrativa e previdenciária de FHC e impulsionar a luta contra o desemprego e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Mais uma vez a política econômica e neoliberal do governo FHC foi condenada. Os delegados decidiram, por aclamação, denominar o 6º Concut como Congresso Herbert de Souza, devido a todo o seu trabalho contra a fome, a miséria e o desemprego. Vicentinho foi novamente conduzido à presidência da CUT.

 

 

 

CARAVANA NACIONAL EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES

06 A 12 DE NOVEMBRO DE 1997

Passando por mais de 300 cidades em todo território nacional, a caravana em defesa dos direitos dos trabalhadores, em especial da Previdência Pública, terminou em Brasília com uma grande carreata que percorreu vários órgãos do governo, incluindo o Palácio do Planalto e os Ministérios.

 

* Foto: Caravana Nacional em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores - 1997. Acervo: CEDOC - CUT

 

ENCONTRO POPULAR CONTRA O NEOLIBERALISMO, POR TERRA, TRABALHO E CIDADANIA

06 DE DEZEMBRO DE 1997

Convidados pela CUT, entidades populares, partidos políticos de oposição e outros setores organizados da sociedade, cerca de quatro mil delegados de todos os estados brasileiros participaram deste encontro, em São Paulo, para organizarem as lutas contra as políticas neoliberais de FHC. Foi aprovado o Manifesto por Trabalho, Terra e Cidadania e as entidades presentes constituíram uma Coordenação Permanente para o Fórum Nacional de Lutas.

 

 

 

 

 

 

1998

JORNADA NACIONAL DE LUTAS POR EMPREGO E DIREITOS SOCIAIS

MARÇO A SETEMBRO DE 1998

Durante esta longa Jornada, a CUT e as demais entidades do Fórum Nacional de Lutas concentraram seus esforços na luta contra o desemprego. Foram constituídos Fóruns Estaduais de Luta, organizadas caravanas para Brasília, montados acampamentos e também foi criado um sistema para cadastramento dos desempregados. O auge das manifestações aconteceu no mês de maio: dia 1º houve o lançamento das caravanas, no dia 13 teve início o acampamento organizado pelo movimento negro em Brasília, e no dia 20 aconteceu um grande ato público, também no Distrito Federal.

 

 

 

MARATONA NACIONAL CONTRA O PACOTE E PELO EMPREGO

DIA 13 DE NOVEMBRO DE 1998

A CUT e as demais entidades do Fórum Nacional de Lutas promoveram, em todo o Brasil, atos públicos, passeatas, reuniões e panfletagens em repúdio ao Pacote Fiscal do governo FHC e em defesa do emprego e dos trabalhadores.

 

 

 

 

 

 

 

1999

DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DO BRASIL

26 DE MARÇO DE 1999

O Dia Nacional de Luta organizado pela CUT e Fórum Nacional de Lutas contra a política econômica de FHC reuniu mais de 100 mil pessoas em manifestações em todo o território nacional. As reivindicações: basta de FHC e do FMI, em defesa do emprego, dos salários e pela valorização do salário-mínimo, em defesa da terra, pela efetiva reforma agrária, serviram para mobilizar a convocação do dia 1º de Maio em todo o país. 

 

 

 

 

 

9ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT - SANTO DIAS

17 A 20 DE AGOSTO DE 1999

A 9ª Plenária Nacional da CUT homenageou o metalúrgico Santo Dias, assassinado durante uma greve em São Paulo no ano de 1979. Os 454 delegados reunidos na cidade de São Paulo aprovaram a organização de uma série de mobilizações, entre elas a Marcha dos 100 mil sobre Brasília. Também aprovaram a mobilização contra a guerra fiscal, um dia nacional de paralisação e o repúdio à implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA.

 

 

 

 

 

MARCHA DOS 100 MIL SOBRE BRASÍLIA

26 DE AGOSTO DE 1999

A Marcha dos Cem Mil foi à principal manifestação, movida até então, contra a política neoliberal de FHC. A CUT e as entidades do Fórum Nacional de Lutas entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados um abaixo-assinado com um milhão e trezentas mil assinaturas exigindo o enquadramento de FHC em crime de responsabilidade e a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar a privatização do Sistema Telebrás. Também era exigida a mudança da política econômica com a retomada do crescimento, empregos e melhores salários, a redução da jornada para 40 horas semanais e a reforma agrária.

 

DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO E PROTESTO EM DEFESA DO EMPREGO E DO BRASIL

10 DE NOVEMBRO DE 1999

Este dia nacional de luta, convocado pela CUT e pelo Fórum Nacional de Lutas, contou com a participação de aproximadamente 1,5 milhões de trabalhadores que se manifestaram em todo o país. As principais reivindicações eram: contra FHC e sua política econômica, por emprego, redução da jornada de trabalho sem redução de salário, saúde e educação de qualidade, reforma agrária, aposentadoria integral para todos, investimento nas áreas sociais e pelo não pagamento da dívida externa.

 

 

 

 

2000

JORNADA EM DEFESA DO BRASIL

ABRIL DE 2000

A CUT e o Fórum Nacional de Lutas desencadearam esta jornada exigindo a suspensão do pagamento da dívida externa e dos seus juros, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, reforma agrária e política agrícola, aumento geral dos salários e do salário-mínimo, defesa dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento e expansão das redes públicas de saúde e do ensino e a construção de casas populares. A primeira etapa da jornada culminou com a realização de grandes atos de 1º de Maio, tendo como referência nacional o Ato no histórico Estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no Estado de São Paulo.

 

 

 

 

7º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

15 A 19 DE AGOSTO DE 2000

Realizado em Serra Negra, interior do Estado de São Paulo, com a presença de 2.309 delegados. O congresso aprovou campanhas de lutas contra a precarização do trabalho, a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário, contra o banco de horas e as horas-extras. Novamente a política neoliberal do governo FHC foi duramente condenada. O professor João Antonio Felício foi eleito o novo presidente da CUT.

 

 

 

 

 

2001

MARCHA À BRASÍLIA PELA INSTALAÇÃO DA CPI DA CORRUPÇÃO

05 DE ABRIL DE 2001

No dia 05 de abril mais de 20 mil pessoas protestaram em Brasília pela instalação da CPI da Corrupção e também pelo pagamento imediato e sem desconto da correção das contas expurgadas do FGTS e por reajustes salariais aos servidores públicos, que estavam com os salários congelados há sete anos. A mobilização foi organizada pela CUT e pelo Fórum Nacional de Lutas e também reuniu outros setores organizados da sociedade civil.

 

CAMPANHA UMA LUZ PARA O BRASIL – CONTRA O APAGÃO E A CORRUPÇÃO

27 DE JUNHO DE 2001

 A Marcha à Brasília organizada pela CUT e pelo Fórum Nacional de Lutas tinha como eixos de mobilização as palavras de ordem “Xô Corrupção, Chega de Privatização e de FHC". Mais de 60 mil pessoas fizeram passeata e ocuparam a Esplanada dos Ministérios exigindo o fim do apagão, condenando a política de racionamento de energia devido à falta de investimentos, e denunciando a corrupção. Mais uma vez a política econômica de FHC foi condenada como a verdadeira causadora da crise social.

 

 

 

 

2002

DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A FLEXIBILIZAÇÃO DA CLT

21 DE MARÇO DE 2002

Contra as reformas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) propostas pelo governo FHC, que retirava direitos assegurados aos trabalhadores. Ocorreram paralisações, manifestações e passeatas em todo o país. Todas essas mobilizações conseguiram impor uma derrota ao governo e no seu Ministro do Trabalho, e também na Força Sindical, que defendiam a flexibilização na legislação trabalhista.

 

 

 

 

 

10ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

08 A 11 DE MAIO DE 2002

Os 414 delegados reunidos na cidade de São Paulo discutiram e aprovaram temas relativos à estrutura sindical, as políticas permanentes da Central, questões estatutárias e reafirmaram o compromisso da CUT com os interesses históricos da classe trabalhadora conclamando a Nação brasileira a votar em Lula para presidente da república.

 

 

 

2003

8º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

03 A 07 DE JUNHO DE 2003

O Congresso foi realizado em São Paulo com a presença de 2.712 delegados que definiram a estratégia da CUT frente ao governo Lula. As principais resoluções aprovadas foram à defesa de uma reforma da previdência que ampliasse direitos, contra a ALCA e a defesa de uma integração regional que atendesse aos interesses dos trabalhadores. Também defenderam a reforma agrária e agrícola.  Pela primeira vez um presidente da república, o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, eleito com o apoio da Central no final de 2002, esteve em um congresso da CUT. O Congresso elegeu o metalúrgico Luiz Marinho como novo presidente da CUT.

 

 

CUT 20 ANOS

25 A 29 DE AGOSTO DE 2003

Semana de comemorações dos 20 anos de fundação da CUT, com destaque para o ato no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, local de seu nascimento, com presença de todos os ex-presidentes da Central e do presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva. Foi lançado um CD ROM com as resoluções da Conclat, dos Congressos e Plenárias da CUT.

 

 

 

 

 

2004

1º DE MAIO DE 2004

A CUT levou ao povo brasileiro nas comemorações do 1º de Maio os eixos políticos: emprego, distribuição de renda, redução da jornada de trabalho sem redução de salário, salário mínimo decente, reforma agrária e ampliação de direitos. Ocorreram manifestações em todo o país, com destaque para o evento realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu mais de um milhão de pessoas e que teve como preocupação principal a não descaracterização da data, mesclando o espírito de luta e reflexão com momentos de alegria e festa.

 

MARCHA NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO

13 A 15 DE DEZEMBRO DE 2004

A Marcha Nacional sobre Brasília pela Recuperação do Salário Mínimo e Correção da Tabela do Imposto de Renda foi proposta pela CUT e organizada conjuntamente com as centrais sindicais Força Sindical, CGT, CGTB, SDS e CAT. Durante três dias aproximadamente três mil sindicalistas fizeram a caminhada que terminou em frente ao Palácio do Planalto num grande ato público. Ao final do ato, os dirigentes que se reuniram com Lula anunciaram a elevação do salário mínimo para R$ 300,00 (trezentos reais) e a correção em 10% da tabela do imposto de renda a partir de 2005.

 

 

 

 

2005

1º DE MAIO DE 2005

As comemorações do 1º de maio de 2005 tiveram como temas: Redução da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salários, Por Emprego, Renda Lazer, Educação, Reforma Agrária e Liberdade e Autonomia Sindical. Em todo o Brasil mais de um milhão e 300 mil trabalhadores saíram às ruas, sendo que na Avenida Paulista, em São Paulo, um milhão de pessoas atenderam o chamado da CUT e mesclaram o espírito de luta pelas reivindicações com muita festa e confraternização.

 

 

 

 

 11ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

10 A 13 DE MAIO

A Plenária Nacional realizada na cidade de São Paulo reuniu 558 delegados. Eles reconheceram os avanços e conquistas do governo Lula, entretanto decidiram ampliar a mobilização popular para exigir mudança radical na política econômica, redução de juros, aumento da produção e do emprego, elevação da capacidade aquisitiva do salário mínimo, redução da jornada de trabalho sem redução de salário. A Plenária também reafirmou a necessidade de democratizar a estrutura sindical, de forma a fortalecer as entidades sindicais realmente representativas.

 

 

 

DIA NACIONAL DE LUTA

16 DE AGOSTO DE 2005

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), com a participação da CUT, convocou uma grande manifestação em Brasília tendo como propostas de mobilização a plataforma política contida na “Carta ao Povo Brasileiro”. Mais de 40 mil pessoas manifestaram repúdio às tentativas neoliberais de desestabilização do governo, exigiram a apuração das denúncias de corrupção e a reforma política como instrumento para combatê-la. Também exigiram mudanças urgentes na política econômica, com menos juros e mais empregos, investimentos nas áreas sociais e de infra-estrutura, distribuição de riqueza e apoio à produção contra a especulação.

 

II MARCHA NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO

28 A 30 DE NOVEMBRO DE 2005

A II Marcha Nacional em defesa da valorização do salário mínimo foi capitaneada pela CUT e também contou com a participação das centrais sindicais CGTB, CAT, CGT, SDS e Força Sindical. No dia 29 de novembro, aproximadamente 15 mil manifestantes ficaram em vigília enquanto os representantes das centrais se reuniam com os ministros do governo e exigiam um salário mínimo de R$ 400,00. Como resultado da mobilização, alterou-se o calendário político em torno do salário mínimo que passaria a ser discutido antes da peça orçamentária da União ser votada no Congresso Nacional.

 

 

 

2006

1º DE MAIO DE 2006

Fortalecer a democracia, mais e melhores empregos, renda e ampliação de direitos, estes foram os eixos do 1º de Maio desse ano. Em todo o Brasil, aproximadamente dois milhões de trabalhadores participaram das atividades convocadas pela CUT e entidades parceiras. Na Avenida Paulista, em São Paulo, um milhão e meio de trabalhadores mesclaram, mais uma vez, a luta pelas reivindicações, a confraternização e o lazer.

 

 

 

 

9º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

05 A 09 DE JUNHO DE 2006

O Concut foi realizado na cidade de São Paulo e teve como tema Trabalho e Democracia: emprego, renda e direitos para todos os trabalhadores e trabalhadoras. Participaram 2.491 delegados e as resoluções aprovadas versaram sobre Emprego, Salário, Desenvolvimento e Inclusão Social; Democratização do Estado, Políticas Públicas e Universalização de Direitos; Fortalecimento da Estrutura e Organização da CUT; Relação com os Movimentos Sociais. O Congresso aprovou a Plataforma Democrática dos Trabalhadores e o apoio à reeleição do presidente Lula, na perspectiva do avanço no projeto democrático-popular, evitando assim o retrocesso. Mas em todos os momentos o movimento sindical pressionará pelo atendimento das reivindicações. O eletricitário e sociólogo Artur Henrique da Silva Santos foi eleito presidente da CUT para o próximo período.

 

CAMPANHA UNIFICADA DOS TRABALHADORES

AGOSTO DE 2006

Neste mês foi desenvolvida a Campanha Unificada dos Trabalhadores, uma das resoluções do 9º Congresso Nacional da CUT. A campanha estava centrada em alguns eixos essenciais, como salário, emprego, jornada de trabalho, saúde e segurança, direitos sindicais e políticas públicas. O ato de lançamento no dia 18 de agosto, em frente à sede da CUT Nacional em São Paulo contou com caravanas de Confederações e Federações Nacionais e Estaduais, CUT’s Estaduais e sindicatos filiados.

 

III MARCHA NACIONAL DO SALÁRIO MÍNIMO

06 DE DEZEMBRO DE 2006

A III Marcha Nacional do Salário Mínimo reuniu, mais uma vez, as sete centrais sindicais brasileiras - CUT, Força Sindical, CGTB, CGT, SDS, CAT e Nova Central – e foi realizada em Brasília. A concentração começou no estádio Mané Garrinha e dali os 20 mil participantes marcharam até a Esplanada dos Ministérios, onde aconteceu um grande ato público. As centrais pediam aumento de 20% e uma política de permanente valorização do salário mínimo, além da correção da tabela do imposto de renda. O reajuste alcançado foi de 8,57%, um valor bem acima da taxa de inflação, com o salário mínimo passando para R$ 380,00 a partir de 1º de abril de 2007.

 

 

 

2007

DIA NACIONAL DE LUTA

10 DE ABRIL DE 2007

A CUT e as demais centrais sindicais convocaram o dia nacional de luta pela manutenção do veto do presidente Lula à emenda 3, aprovada de carona pelo Congresso Nacional ao aprovar a Lei da Super-Receita. A emenda 3 restringia a atuação dos fiscais do trabalho e da previdência social, impedindo-os de punir empresas que praticassem fraudes contra os trabalhadores, não assinando suas carteiras de trabalho e obrigando-os abrir firma individual. Com isso, estes deixavam de receber 13º salário, férias, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e ter direito a aposentadoria. Ocorreram manifestações, atos públicos e panfletagens nas capitais e grandes cidades, com paralisações de 1 a 3 horas em fábricas e transportes públicos.

 

 

 

 

1º DE MAIO DE 2007

Cerca de um milhão de pessoas foram para as ruas de São Paulo e outras centenas de milhares tomaram as ruas de outras cidades do país para comemorar o dia do trabalhador. A manutenção do veto do presidente Lula a emenda 3, que tentava acabar com os direitos trabalhistas, como 13º salário, férias remuneradas, licenças maternidade e paternidade, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, assistência-médica e direito a aposentadoria foram os pontos altos dos discursos.

 

 

 

* Foto: 1º de maio - 2007. Roberto Parizotti. Acervo: CUT São Paulo

 

DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS

23 DE MAIO DE 2007

Mais um dia de manifestações pela manutenção do veto à emenda 3, retirada do PLP 001/07, retirada de qualquer proposta que ataque o direito de greve do servidor público, pela previdência social pública e universal, pela reforma agrária e política agrícola que valorize o trabalhador rural, por educação pública de qualidade e por mudanças na política econômica com a redução dos juros. Houve um grande ato com a presença de milhares de pessoas em frente a FIESP, na Av. Paulista, além de atos e paralisações em outras cidades.

 

 

 

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

15 DE AGOSTO DE 2007

Uma mobilização popular em Brasília com mais de 20 mil cutistas de todas as regiões do Brasil, cobrou do governo o atendimento de uma pauta de reivindicações entre elas a manutenção do veto presidencial a emenda 3, o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, a redução da jornada, contra o fator previdenciário, exigir a ratificação do artigo 158 da OIT e se contrapor ao interdito proibitório (usado como argumento para atacar o direito de greve). Os manifestantes de mãos dadas cercaram o Congresso Nacional, em um gesto chamado de “aperto” e encerraram a atividade com um grande ato político.

 

 

 

4ª MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

05 DE DEZEMBRO DE 2007

Marcha organizada pela CUT em conjunto com as centrais CGTB, Força Sindical, NCST e UGT. Ela contou com a participação de mais de 40 mil pessoas que foram à Brasília defender as bandeiras da redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. A pauta de reivindicações foi entregue ao Congresso Nacional e ao governo federal durante audiência com o presidente Lula.

 

 

 

 

 

2008

RECONHECIMENTO DAS CENTRAIS SINDICAIS

MARÇO DE 2008

O movimento sindical ocupou a Câmara dos Deputados no dia 11 de março e acompanhou a votação e aprovação do projeto de lei 1.990/07, enviado pelo presidente Lula, que reconhece as centrais sindicais de trabalhadores. O projeto deu origem a Lei 11.648/2008, sancionada no dia 31 de março. O reconhecimento das centrais sindicais atendeu a uma reivindicação tão antiga quanto à própria CUT.

 

 

 

 

 

DIA NACIONAL DE LUTAS E MOBILIZAÇÕES

28 DE MAIO DE 2008

O Dia Nacional de Lutas envolveu milhares de pessoas em paralisações, manifestações e panfletagens em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salários e da ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT, enviadas pelo governo Lula ao Congresso Nacional. A Convenção 151 trata da organização sindical e do processo de negociação dos trabalhadores no serviço público e a Convenção 158 trata da garantia do emprego contra a demissão imotivada. No dia 03 de junho aproximadamente mil dirigentes da CUT e das demais centrais sindicais entregaram no Congresso Nacional mais de 1,5 milhões de assinaturas em apoio ao projeto de redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

 

 

12ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

05 A 08 DE AGOSTO DE 2008

A Plenária Nacional aconteceu na cidade de São Paulo e reuniu 527 delegados. A Plenária avaliou a atuação do movimento sindical, apontou estratégias para próximo período, entre as quais buscar o fortalecimento da Central pela disputa da hegemonia na sociedade. Também foram discutidos o respeito às cotas de gênero, a criação das secretarias de Juventude e Combate a Discriminação Racial e foi reafirmado o principio da CUT pelo fim do imposto sindical. Como uma das atividades dos 25 anos da CUT, a Plenária foi encerrada numa grande Assembléia Nacional da Classe Trabalhadora, em São Bernardo do Campo, no dia 08 de agosto.

 

 

 

5ª MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

03 DE DEZEMBRO DE 2008

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi tomada por 35 mil manifestantes durante a 5ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, organizada pela CUT e demais centrais sindicais. A marcha teve como lema "Desenvolvimento com Valorização do Trabalho". Mulheres e homens, trabalhadores do campo e da cidade, servidores públicos e da iniciativa privada levantaram bandeiras, faixas e cartazes em defesa do emprego, da garantia de renda e por medidas que defendam os trabalhadores dos impactos negativos da crise financeira internacional.

 

 

 

 

 

2009

DIA NACIONAL DE LUTA PELO EMPREGO E PELO SALÁRIO

11 DE FEVEREIRO DE 2009

Neste Dia Nacional de Luta, a CUT e suas entidades reuniram milhares de pessoas em mobilizações de rua, atos políticos, passeatas e panfletagens em algumas das mais importantes cidades do país, com o objetivo de reafirmar que o emprego e o salário devem ser prioridade absoluta do Brasil. Com a chamada “Querem lucrar com a crise. A classe trabalhadora não vai pagar esta conta", a CUT aproveitou também para denunciar setores empresariais e políticos que estão se aproveitando da conjuntura para atacar os direitos dos trabalhadores.

 

 

ATO UNIFICADO CONTRA A CRISE E AS DEMISSÕES

30 DE MARÇO DE 2009

Neste dia, as centrais sindicais e os movimentos sociais organizaram um Ato Unificado contra a crise e as demissões. Não às demissões! Pela ratificação da Convenção 158 da OIT! Redução dos juros! Redução da jornada sem redução de salários e direitos! Reforma Agrária já! Por saúde, educação e moradia! Em defesa dos serviços e servidores públicos! Solidariedade ao povo palestino! Ocorreram protestos em muitas cidades importantes do país. Durante as manifestações, os trabalhadores afirmaram que não pagarão pela crise do capital financeiro internacional.

 

 

 

 

10º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

03 A 07 DE AGOSTO DE 2009

O Concut realizado na cidade de São Paulo, sob o tema Desenvolvimento com Trabalho, Renda e Direitos, reuniu 2.299 delegados, dezenas de observadores e convidados internacionais de 45 países. Com um balanço positivo da gestão, os delegados reafirmaram a necessidade dos trabalhadores atuarem no processo político construindo uma plataforma da classe trabalhadora para as eleições de 2010 a partir das oficinas da Jornada pelo Desenvolvimento. No Plano de Lutas aprovaram a continuidade do enfrentamento a crise, pressionando para que os trabalhadores não paguem a conta. Na parte organizativa foram criadas as Secretarias do Meio Ambiente, Juventude, Combate ao Racismo, Saúde do Trabalhador e Relações do Trabalho. Outras Secretarias foram reestruturadas e criaram a Coordenação dos Cutistas no Campo, com objetivos de organizar e fortalecer os rurais da CUT. Artur Henrique da Silva Santos foi reeleito presidente da Central.

 

 

JORNADA NACIONAL UNIFICADA DE LUTAS

14 DE AGOSTO DE 2009

A Jornada Nacional mobilizou em várias cidades do país milhares de trabalhadores, trabalhadoras e militantes sociais que foram às ruas para fortalecer a luta por bandeiras como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o fim das demissões, a reforma agrária e urbana, a defesa de direitos sociais a ratificação das convenções 151 e 158 da OIT, a redução dos juros, a defesa das empresas estatais, fundamentais para financiar o crescimento do país, e uma nova lei do petróleo, que garanta as imensas riquezas do pré-sal para impulsionar o desenvolvimento e a justiça social.

 

 

 

6ª MARCHA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA

11 DE DEZEMBRO DE 2009

A sexta edição da marcha organizada pela CUT e demais centrais sindicais foi a maior de todas realizadas desde 2003, levando a Brasília mais de 50 mil trabalhadores. A CUT se destacou com seus mais de 30 mil militantes vestidos de vermelho, carregando bandeiras, faixas e balões. Os manifestantes rumaram até o Congresso Nacional para reivindicar redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT, atualização dos índices de produtividade da terra, aprovação da PEC que destina para reforma agrária toda terra onde for flagrado trabalho escravo, aprovação da lei que sacramenta a política de valorização do salário mínimo, marco regulatório para o petróleo e gás do pré-sal, destinando à maior parte dos seus recursos no combate as desigualdades sociais, aprovação do PL sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho.

* Foto: 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora - 2009. Acervo: CUT Nacional

 

2010

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÕES E PARALISAÇÕES

18 DE MAIO DE 2010

Com a finalidade de ampliar a pressão sobre os deputados federais para que colocassem em votação a Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução de salários e aumenta o adicional de hora extra de 50% para 75%, a CUT realizou o Dia Nacional de Mobilizações e Paralisações, quando ocorreram manifestações de forma descentralizada de trabalhadores e trabalhadoras em todas as regiões do país.

 

CONFERÊNCIA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA

01 DE JUNHO DE 2010

 No dia 1º de junho, o Pacaembu, em São Paulo, foi palco da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, onde reuniu cerca de 22 mil trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas categorias e ramos de atividade econômica, de todos os estados do país.O evento foi organizado pela CUT e demais centrais sindicais (FS, CGTB, CTB e NCST). Nesta Conferência foi aprovada a Agenda da Classe Trabalhadora, documento com propostas das centrais para um projeto nacional de desenvolvimento com soberania e valorização do trabalho, que será apresentado à sociedade brasileira, aos partidos políticos e seus candidatos.

* Foto: Roberto Parizotti. Acervo: CUT Nacional

 

2011

13ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT

04 A 07 DE OUTUBRO DE 2011

A 13ª Plenária Nacional da CUT aconteceu no Espaço Adamastor, na cidade de Guarulhos, estado de São Paulo, e reuniu 614 delegados, sendo 390 homens e 224 mulheres. Ela se deu em um momento histórico singular no Brasil, onde pela primeira vez uma mulher ocupa a Presidência da República. A Plenária avaliou a atuação do movimento sindical e definiu estratégias para o próximo período, entre as quais: combater a crise, construção de um modelo de desenvolvimento com maior participação popular nas decisões políticas, sustentabilidade econômica, social e ambiental, distribuição de renda e a valorização do trabalho, assim como atualização e o fortalecimento do projeto sindical CUTista para disputa de hegemonia na sociedade. Durante a Plenária ocorreu o lançamento da Campanha “Liberdade e Autonomia: por uma nova estrutura sindical”, uma antiga bandeira da CUT. O seu encerramento foi com uma grande mobilização contra a privatização dos aeroportos, realizada no Aeroporto de Cumbica e que contou com a presença de sindicalistas de todo o Brasil. A 13ª Plenária Nacional da CUT homenageou Waldemar Pires de Oliveira, sindicalista da Construção Civil, que muito lutou pela organização da categoria e da CUT, e que faleceu em 30/04/2010. 

 

2012

JORNADA NACIONAL DE LUTAS

FEVEREIRO - MARÇO de 2012

A Jornada Nacional de Lutas aprovada pela Executiva Nacional da CUT teve como objetivo denunciar e combater o aprofundamento da crise internacional, os limites da atual política macroeconômica do governo brasileiro e a pauta do atraso defendida por amplos setores do empresariado, da velha mídia e do Congresso Nacional. Avaliou que a redução do crescimento do PIB em 2011 para 2,7%, foi resultado de uma política de aumento de juros, restrição ao crédito, arrocho salarial e corte nos investimentos, levando ao aumento do desemprego, da desindustrialização, da desnacionalização. Isso tudo reforçou a necessidade de construir amplas mobilizações, tendo como principais bandeira: a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, o combate à precarização e à terceirização,  a defesa do protagonismo do Estado e o fortalecimento do mercado interno, o fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias, o cumprimento do piso nacional da educação e 10% do PIB para o ensino público, o combate ao trabalho escravo e a liberdade e a autonomia sindical. A jornada teve início com um ato em São Paulo, no dia 06 de fevereiro, contra a privatização dos aeroportos, em defesa da soberania nacional e do patrimônio público.

 

11º CONGRESSO NACIONAL DA CUT 

09 A 13 DE JULHO DE 2012

 

O 11º CONCUT, realizado na cidade de São Paulo, contou com a participação de 2.322 delegados e delegadas, divididos em 1.348 homens e 974 mulheres. Vieram também dezenas de observadores e convidados internacionais de 42 países. Os delegados e as delegadas avaliaram positivamente a gestão anterior, reafirmaram que não há crescimento sem distribuição de renda, mantiveram as pautas sociais, a continuação das lutas pela reforma tributária e do setor financeiro e a missão de unificar as lutas dos trabalhadores da cidade e do campo. Também foi lançada a segunda fase da Campanha Nacional por Liberdade e Autonomia Sindical, aprovada para ser realizada até agosto de 2013, quando à CUT completará 30 anos. Além de definir a nova direção nacional e deliberar o plano de lutas para o próximo período, houve no 11º CONCUT a histórica deliberação da paridade entre homens e mulheres nos órgãos de direção. Esta resolução definiu que a partir de 2015, tanto a direção Executiva Nacional quanto as direções estaduais deverão reservar ao menos 50% de cargos para cada gênero, consagrando o principio da igualdade e oportunidades, onde homens e mulheres terão o mesmo espaço de poder e decisão na CUT. Vagner Freitas foi eleito presidente, sendo a primeira vez que um bancário ocupará a presidência da maior Central Sindical do país. 

 

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO, MARCHA DA EDUCAÇÃO E OCUPAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL

05 DE SETEMBRO DE 2012

A manifestação em Brasília mostrou para o governo e o parlamento que a classe trabalhadora defende 10% do PIB para a educação pública, gratuita e de qualidade. Além da pauta educacional, a CUT e suas entidades reivindicaram o fim do fator previdenciário, protestaram contra a rotatividade no emprego, exigiram a ratificação da Convenção 158 da OIT, por negociação coletiva no serviço público, pela regulamentação da Convenção 151 e a revogação do decreto federal nº 7.777, que institucionaliza a substituição dos servidores públicos grevistas. Realizada na Semana da Pátria, a manifestação mobilizou mais de 10 mil pessoas vindas em caravanas de todo o país e teve como lema “independência é educação de qualidade e trabalho decente, ações imprescindíveis para o desenvolvimento soberano.

Foto: Leonardo Severo

 

2013

7ª MARCHA NACIONAL DA CLASSE TRABALHADORA

 06 DE MARÇO DE 2013

 

A 7ª Marcha da Classe Trabalhadora foi promovida pela CUT em parceria com outras centrais sindicais e movimentos sociais. A manifestação reuniu em Brasília mais de 50 mil trabalhadores/as que reivindicaram redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salários, fim do fator previdenciário, 10% do PIB para a educação, negociação coletiva no setor público, reforma agrária, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, combate a demissão imotivada, política de valorização dos aposentados, 10% do orçamento da União para a saúde, correção da tabela do imposto de renda e ampliação do investimento público. O resultado dessa grande mobilização foi a abertura de um processo de negociação com o governo federal e a assinatura, pela presidenta Dilma Roussef, do decreto que permite a regulamentação da Convenção 151 da OIT, que prevê direito de negociação para os servidores públicos de todo o país. Durante a 7ª Marcha a CUT prestou uma homenagem ao presidente venezuelano Hugo Chávez, falecido no dia anterior.

Foto: Paula Brandão

 

 

DIA NACIONAL DE LUTA

11 DE JULHO DE 2013

Neste Dia Nacional de Luta, convocado pela Central Única dos Trabalhadores em conjunto com as demais centrais sindicais, e contando com apoio dos movimentos sociais e populares, milhares de trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas, realizaram atos e paralisações em várias cidades do país. A pauta da classe trabalhadora incluía as seguintes reivindicações: redução da jornada de trabalho para 40h semanais, sem redução de salários; contra o Projeto de Lei nº 4.330, sobre terceirização, e que ataca os direitos trabalhistas; fim do fator previdenciário e a valorização das aposentadorias; 10% do PIB para a educação; 10% do orçamento da União para a saúde; transporte público e de qualidade; reforma agrária; suspensão dos leilões de petróleo. A CUT, juntamente com os movimentos sociais, também defendeu a proposta de plebiscito para a reforma política e a democratização da comunicação. A mobilização conjunta e unitária evidenciou que o momento era de modificar os rumos do país, aprofundar as mudanças e fortalecer a luta para que as reivindicações da classe trabalhadora tivessem prioridade na agenda do governo e do Congresso Nacional.

Foto: Leonardo Severo

 

CUT 30 ANOS

28 DE AGOSTO DE 2013 

Os 30 anos da Central Única dos Trabalhadores foram comemorados num grande evento no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campo (SP), onde a CUT foi fundada, em plena ditadura militar e no berço do chamado Novo Sindicalismo. Durante o ato foram destacadas a força e as conquistas da maior Central Sindical da América Latina para a sociedade brasileira. A solenidade foi encerrada com um discurso do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva onde, entre outros temas, exaltou a importância da CUT para o país. No dia seguinte ao ato, a CUT promoveu no mesmo local uma Jornada Cultural com shows, teatro, saraus, oficinas de grafite, feira e desfile de economia solidária.  Também foi montada a exposição "A ilustração no movimento sindical - charges, tiras e cartuns", organizada pelo Centro de Documentação e Memória Sindical (CEDOC CUT), que reuniu aproximadamente 400 charges, tirinhas e quadrinhos produzidos por 81 cartunistas de várias partes do país para a comunicação sindical cutista. Um diferencial dessa exposição foi a acessibilidade, por meio de tirinhas sonoras com adaptação radiofônica e a tradução para a linguagem brasileira de sinais (libras) do filme a “A charge no sindicalismo”, produzido pela TV dos Trabalhadores (TVT) e editado especialmente para a exposição.

 

JORNADA NACIONAL DE LUTAS CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO

AGOSTO E SETEMBRO DE 2013

A CUT mobilizou várias categorias em todo o país e unificou esforços dos mais diversos setores da sociedade para retirar da pauta do Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 4330/2004 que, sob o argumento de regulamentar, permitiria a terceirização na atividade-fim, a principal da empresa, a qual poderia funcionar sem nenhum trabalhador contratado diretamente, fragilizando, desta maneira, a organização e a representação sindical, numa tentativa patronal de legalizar a precarização do trabalho. Foram realizadas mobilizações e pressões sobre os parlamentares em suas bases e várias manifestações em Brasília. Depois de a militância cutista mobilizada conseguir impedir, em sucessivas sessões, a votação do Projeto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara Federal, as lideranças partidárias suspenderam a sua tramitação na Comissão. 

Foto: Ronaldo Barroso

 

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO CONTRA O FATOR PREVIDENCIÁRIO

12 DE NOVEMBRO DE 2013

A CUT e as demais centrais sindicais organizaram atos e protestos em todo o país, com manifestações desde as primeiras horas da madrugada, exigindo o fim do fator previdenciário, instituto que prejudica os trabalhadores/as no momento da aposentadoria. A classe trabalhadora luta contra o fator previdenciário desde as gestões de Fernando Henrique Cardoso, que criou e instituiu o mecanismo. O fator previdenciário prejudica os/as trabalhadores/as que pretendem se aposentar por tempo de contribuição. O prejuízo, porém, é maior para os/as que ingressaram precocemente no mercado de trabalho e começaram a contribuir mais cedo para a Previdência Social e atingem o tempo de contribuição mínimo requerido na faixa dos 50 - 55 anos de idade. Desde que foi criado, o Fator Previdenciário já atingiu e prejudicou milhões de trabalhadores/as. A CUT revindica o fim do fator previdenciário e pressiona para que os/as trabalhadores/as se aposentem quando atingirem o tempo de contribuição com a remuneração de acordo com a real contribuição.

Foto: CUT RJ

 

2014

8º MARCHA DA CLASSE TRABALHADORA

9 DE ABRIL DE 2014

O ato unitário organizado pela CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central Sindical e UGT objetivou chamar a atenção para reivindicações que o movimento sindical considera pendências a serem atendidas pelos Executivo e Legislativo: redução da jornada para 40 horas semanais, o fim do fator previdenciário, a correção da tabela do Imposto de Renda, o arquivamento do Projeto de Lei 4.330, que trata da terceirização. Também defendeu a manutenção da política de valorização do salário mínimo. Mais de 40 mil trabalhadores e trabalhadoras vindos de todo o país marcharam pelas ruas da cidade de São Paulo em defesa da pauta trabalhista.

 

Foto: Paula Brandão

 

14ª PLENÁRIA NACIONAL DA CUT    

28 DE JULHO A 01 DE AGOSTO DE 2014

A Plenária Nacional aconteceu no Centro Cultural Adamastor, na cidade de Guarulhos, Estado de São Paulo. Reuniu 586 delegados, sendo 348 homens e 238 mulheres. Teve como tema central “Organizar, Lutar e Avançar nas Conquistas”. A Plenária foi um espaço de análise da conjuntura nacional e internacional, sendo o aumento da sindicalização, a representação nos locais de trabalho, as discussões sobre as contradições do capital e a disputa da hegemonia na sociedade, os principais desafios apontados. Também foi discutida a importância da reforma política. Durante a Plenária, a CUT formalizou o apoio à reeleição de Dilma Roussef em um ato com a participação da presidenta. Nesse ato a Central apresentou a Plataforma CUT da Classe Trabalhadora com uma série de recomendações que os trabalhadores esperam ver atendidas no próximo governo. A plenária foi encerrada com um ato para lembrar os 50 anos do golpe militar e homenageou todos que tombaram lutando contra a ditadura. 

 

2015

DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A PERDA DE DIREITOS E EM DEFESA DO EMPREGO

28DE JANEIRO DE 2015

A CUT e as demais centrais sindicais organizaram atos nas ruas de todo o país em defesa dos direitos e do emprego e contra o pacote fiscal anunciado pelo governo federal no início de 2015.No ato unificado da capital paulista, mais de 5 mil trabalhadores e trabalhadoras lotaram a Avenida Paulista para cobrar do governo federal a revogação das Medidas Provisórias 664 e 665, que mudaram as regras de acesso a direitos como: o seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e o seguro-defeso. Também questionaram os rumos da política econômica adotados pelo Ministério da Fazenda, que segundo os sindicalistas, levarão o país à recessão

Foto: Dino Santos

 

DIA NACIONAL DE LUTA

13 DE MARÇO DE 2015

Foto: Rafael Vilela

Neste Dia Nacional de Luta, convocado pela Central Única dos Trabalhadores, com o apoio de outras Centrais Sindicais e dos movimentos sociais e populares, mais de 200 mil trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas e realizaram atos em várias cidades do país. Na cidade de São Paulo, cerca de 100 mil pessoas protestaram na Avenida Paulista. A pauta da classe trabalhadora foi em defesa dos direitos trabalhistas, da Petrobrás, da democracia e da Reforma Política. A CUT destacou a importância da Petrobrás e não permitirá sua entrega ao capital estrangeiro. Os trabalhadores se posicionaram contra as Medidas Provisórias (664 e 665) que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, a pensão por morte e auxílio-doença. Defenderam a manutenção da Caixa Econômica Federal 100% pública. Também foram contra o PL 4.330 que libera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando o subemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos trabalhadores. Os trabalhadores também exigiram uma Reforma Política, porém sem um golpe à democracia, com o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais.

Foto: Rafael Vilela

 

DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DA CLASSE TRABALHADORA

07 DE ABRIL DE 2015

Foto: CUT Nacional

Neste Dia Nacional de Luta, a CUT, a CTB, o MST, a UNE, o MAB, a CMP e dezenas de movimentos populares do campo e da cidade realizaram manifestações em todo o Brasil para protestar contra a aprovação pela Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4.330, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas. Os atos também foram em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhares, da Petrobrás, das reformas política, agrária e da comunicação e contra a corrupção. Sindicalistas de vários estados ocuparam o Congresso Nacional, na tentativa de impedir a aprovação do Projeto de Lei. Esta manifestação enfrentou a repressão e a violência das tropas policiais, requisitadas pelo Presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, provocando ferimentos em vários trabalhadores. 

 

DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO CONTRA O PL 4.330

15 DE ABRIL DE 2015

Foto: Roberto Parizotti 

Sem ouvir a classe trabalhadora, a Câmara dos Deputados, retrógrada e dominada pelos interesses dos patrões aprovou na noite do dia 8 de abril, por 324 a 137 votos, o Projeto de Lei da Terceirização (PL 4.330), causando um verdadeiro retrocesso na história das conquistas da classe trabalhadora. Diante da aprovação desse Projeto de Lei que permite a terceirização total, retira direitos dos trabalhadores e promove demissões, a CUT, a CTB, a NCST, a Intersindical e o Conlutas juntamente com movimentos populares do campo e da cidade, com o objetivo de intensificar a luta e a pressão no Congresso e nas ruas pela derrubada do PL 4330, realizaram paralisações em todo o país, como atraso na entrada de fábricas, paralisações de algumas horas, etc. Também foram feitas manifestações em frentes às entidades patronais, portas de fábricas e aeroportos no sentido de pressionar os congressistas. 

 

1º DE MAIO DE 2015 

Foto: Roberto Parizotti

A CUT baseou os atos de 1º de Maio, de todo o país, em três eixos - “Direitos, Democracia e Combate à corrupção”: Não ao PL 4330,  que amplia a terceirização para todos os setores da empresa e rebaixa salários, direitos e conquistas, e às Medidas Provisórias que dificultam o acesso ao abono salarial, seguro-desemprego e auxílio-doença; aprofundar a democracia com reforma política através de uma Constituinte; combater a corrupção acabando com o financiamento empresarial de campanhas eleitorais e defender a Petrobras. Milhares de trabalhadores saíram às ruas em todo o país e celebraram o 1º de maio numa conjuntura bem diferente dos últimos anos, desta vez, com a classe trabalhadora sob ataques sem precedentes aos direitos trabalhistas.. O 1º de Maio fez parte de uma agenda de mobilizações e conclamou os trabalhadores a luta, mostrando que não tem outra saída a não ser defender de maneira unificada seus direitos. 

 

DIA NACIONAL DE PARALISAÇÃO

29 DE MAIO DE 2015

Foto: CUT Nacional

Esse Dia Nacional de Paralisação foi promovido pela CUT, outras centrais sindicais e entidades dos movimentos sociais em defesa dos direitos trabalhistas, pela derrubada do projeto de terceirização aprovado pela Câmara e das Medidas Provisórias (664 e 665) que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, a pensão por morte e auxílio-doença. Também foi contra os cortes de investimentos por parte do governo federal, defendendo a modificação das regras do fator previdenciário, estabelecendo o cálculo chamado de 85/95 para a aposentadoria, aprovada pelos deputados e senadores; pela revisão das medidas antipopulares presentes na “reforma política”  e por mais democracia. Em várias regiões metropolitanas as mobilizações e interrupções de atividades produziram efeitos: paralisação de transporte, bancos, fábricas, escolas e interdições de trechos de estradas. 

 

DIA NACIONAL DE LUTA POR DIREITOS, LIBERDADE E DEMOCRACIA. CONTRA A DIREITA E O AJUSTE FISCAL

20 DE AGOSTO DE 2015

Foto: Roberto Parizotti

A CUT e os diversos movimentos sociais foram as ruas em todo o país contra o golpe, pela democracia, pelo combate a retirada de direitos proposta pelo Congresso Nacional, pela mudança da política econômica e por saídas populares para a crise. Os atos ocorridos também tiveram como objetivo transmitir uma mensagem de paz contra a intolerância e o ódio propagados pelas manifestações da direita, que vinham expressando o seu conservadorismo radical com ataques à democracia e a proposta de impeachment da presidenta Dilma.  

 

12º CONGRESSO NACIONAL DA CUT

13 A 17 DE OUTUBRO DE 2015

O 12º CONCUT aconteceu entre os dias 13 e 17 de outubro, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, com o tema "Trabalho, Educação e Democracia" e contou com a presença de 2.154 delegados e delegadas do campo e da cidade. Estiveram presentes a presidenta Dilma Rousseff, os ex-presidentes Lula e Pepe Mujica (Uruguai) e dezenas de convidados internacionais. As Resoluções aprovadas apontam as estratégias e o plano de lutas da CUT para o próximo período: em defesa da democracia e dos direitos, em defesa do crescimento econômico, do trabalho e do salário; em defesa da educação gratuita, de políticas públicas de qualidade e da proteção social. No projeto político-organizativo da Central, os/as delegados/as, aprovaram o fortalecimento das estruturas vertical e horizontal, entre outros pontos. Vagner Freitas, do Sindicato dos Bancários de São Paulo, foi reeleito presidente. A Direção que comandará a Central até 2019, é composta de 44 secretários/as e diretores/as executivos/as, tendo pela primeira vez os critérios de paridade de gênero cumpridos na Executiva e Direção Nacional.

 

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO CONTRA O IMPEACHMENT E O AJUSTE FICAL! FORA CUNHA!
 
16 DE DEZEMBRO DE 2015
 

Foto: Paulo Pinto

A CUT, outras centrais sindicais e entidades dos movimentos sociais colocaram, mais uma vez, milhares de pessoas nas ruas de todo o país para protestar contra o ajuste fiscal e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por ter aceitado sem base jurídica o pedido do impeachment da Presidenta Dilma, motivado apenas por razões oportunistas e revanchistas, caracterizando assim uma tentativa clara de golpe. Os trabalhadores e trabalhadoras marcharam para defender a democracia, para  dizer não a política econômica recessiva e impopular adotada, para se opor ao ajuste fiscal, que só vem gerando desemprego, retirando direitos e cortando investimento sociais. Contra o ajuste fiscal de Joaquim Levy, fora Cunha, não vai ter golpe. 
 

 

2016

NAS RUAS CONTRA O GOLPE E EM DEFESA DA DEMOCRACIA.

18 DE MARÇO DE 2016

Foto: Roberto Parizotti

A CUT juntamente com outras centrais sindicais e entidades dos movimentos sociais que integram a Frente Brasil Popular foram às ruas em todo o Brasil mobilizando os trabalhadores e as trabalhadoras da cidade e do campo, estudantes, profissionais de todas as categorias e todos aqueles que prezam pela democracia e lutam por um país justo e solidário. Mais de 1 milhão e 360 mil pessoas em todo o país disseram não ao golpe gestado por partidos políticos derrotados, que não aceitam os resultados das urnas que elegeram a presidenta Dilma, contra a grande mídia golpista, setores do empresariado e do judiciário. Em todos os atos a população disse bem alto “Não vai ter Golpe” e sim a democracia. Em São Paulo, 500 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista.  O ex-presidente e agora ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, compareceu ao evento e encerrou o ato com um discurso emocionado gritando para a multidão: “Não vai ter golpe”. Foi um dos atos mais significativos das últimas décadas promovido pelas centrais sindicais e movimentos sociais. 

 

JORNADA NACIONAL PELA DEMOCRACIA

31 DE MARÇO DE 2016

Foto: Roberto Parizotti

 

A Frente Brasil Popular, integrada pela CUT, partidos políticos e movimentos sociais, e a Frente Povo Sem Medo, também dos movimentos sociais, realizaram manifestações em todo o Brasil.. Os eixos das mobilizações foram: defesa da democracia, contra o golpe, contra a reforma da previdência, contra a privatização da Petrobrás e em defesa do pré-sal, não a lei antiterrorismo, contra a criminalização dos movimentos sociais, não ao ajuste fiscal e aos cortes dos investimentos sociais, em defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, Fora Cunha! e contra o impeachment da presidente Dilma. Mais de 800 mil pessoas foram às ruas em todo País, sendo que 200 mil pessoas concentraram-se na manifestação em Brasília.

 

10 DE JUNHO DE 2016

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

Este dia foi convocado pela CUT, Frente Brasil Popular e pela Frente Povo sem Medo para denunciar a ilegitimidade do governo interino de Michel Temer e suas ameaças aos direitos sociais e trabalhistas. Os eixos principais foram a luta contra a reforma da previdência, a defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a desvinculação do orçamento da saúde e educação, a denúncia da suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, FIES, Prouni e Pronatec e também contra os escândalos envolvendo os ministros do governo Temer. Aconteceram manifestações em grande parte do país, com os manifestantes gritando Fora Temer. Em São Paulo, na Avenida Paulista, aconteceu um dos maiores atos, onde reuniram-se por volta de 80 mil pessoas.